Fillipe Gibran – Gibran https://fillipegibran.com.br Pr. Fillipe Gibran Mon, 16 Sep 2024 14:14:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://fillipegibran.com.br/wp-content/uploads/2024/08/gibran-favicon-150x150.png Fillipe Gibran – Gibran https://fillipegibran.com.br 32 32 “O BRASIL NÃO É DO SENHOR JESUS”? https://fillipegibran.com.br/o-brasil-nao-e-do-senhor-jesus/ https://fillipegibran.com.br/o-brasil-nao-e-do-senhor-jesus/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:14:01 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=69 Infelizmente Jesus Cristo foi nos apresentado das piores maneiras possíveis. Ele chegou numa caravela europeia ou nos navios de Comerciantes de escravizados norte-americanos que, com a desculpa de serem missionários, vinham comercializar escravizados.

É um Cristo dominador, com sede de posse e propriedade e um desejo voraz por riqueza. 

Essa cultura está entranhada nas nossas igrejas evangélicas. O evangelicalismo brasileiro se tornou uma mistura de delírios pelo poder, uma busca desenfreada por dinheiro, espaço e domínio.

Nas décadas de 90 e 2000 muitas igrejas enveredaram na teologia do domínio falando que era preciso ganhar 10% da cidade para Jesus, ganhar toda a cidade para Jesus, e que “o Brasil Seria do Senhor Jesus Cristo”

Hoje nesse Brasil dos evangélicos tudo o que vemos é um projeto de poder elitista em curso, nada mais.Um fundamentalismo que não suporta a ideia do diferente, não respeita e não tolera outras vivências, outras experiências, outras possibilidades de Confissões de fé. 

Esse Jesus branco de olho azul tem uma severa cartilha moral e um compromisso com o enriquecimento da elite, mesmo que isso custe mais de 580 mil vidas.

O nazareno, preto, pobre, periférico não quer ter propriedade, faz uma escolha pelos marginalizados, aliás anuncia que Deus só se revela na marginalidade, nos oprimidos.

Esse Jesus certamente não quer SER O SENHOR DO BRASIL ELE QUER UM BRASIL SEM SENHORES.

O nazareno deseja vida e vida abundante para todas as pessoas, ele é o pão da vida que quer estar na mesa de todas as famílias, não o fuzil. 

Não deseja um país religioso, mas um lugar de paz, alegria, justiça e liberdade.

O BRASIL NÃO É DO SENHOR JESUS, e nem é projeto dele que seja. 

Essa afirmação não passa de fetiche de poder pelos evangélicos. 

o BRASIL é de todas as pessoas que lutam pela justiça, equidade, liberdade, fraternidade e dignidade. O Brasil é dos brasileiros de boa vontade que seguem pensando no bem viver.

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Defender igualdade num mundo profundamente desigual é ameaçar todas as estruturas de poder https://fillipegibran.com.br/defender-igualdade-num-mundo-profundamente-desigual-e-ameacar-todas-as-estruturas-de-poder/ https://fillipegibran.com.br/defender-igualdade-num-mundo-profundamente-desigual-e-ameacar-todas-as-estruturas-de-poder/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:09:45 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=54 As injustiças desse mundo completamente desigual não são novidade. O mundo dos latifundiários, de pobres sem terra, sendo aviltados de seus direitos, de trabalhadores explorados e escravizados onde a extrema pobreza e a fome são cotidianas e contrastadas com o extremo luxo de poucos onde as mulheres são subjugadas silenciadas e as estruturas de poder hierarquizadas concentradas em pouquíssimas mãos também foi o mundo do tempo histórico de Jesus.

No tempo do nazareno cidadãos de bem se venderam ao imperialismo para salvar a economia de Israel. O agravante é que esses também eram sacerdotes e líderes políticos. Fizeram inúmeros conchavos corruptos com Roma, Impuseram ao povo uma religiosidade cega, irracional, baseada, em rituais,sacrifícios e barganhas em troca de benefícios pessoais, ficaram ricos ao o explorar com dízimos a população.

Construíram Impérios em cima da miséria do povo. 

Foi necessário a encarnação do Cristo para que utilizando parábolas, sermões, sinais extraordinários e palavras, nos ensinasse um jeito possível de ser gente e sociedade, uma forma de viver na qual ele tanto amava e que valia a pena morrer por ela. o Reino de Deus, é o espaço da igualdade e justiça entre os seres humanos pelo qual Jesus entregou a vida. Num tempo e numa cultura onde fazer esses ensinamentos causava conflitos, era subversivo e extremamente revolucionário. (certamente o chamaria de comunista.. marxista… diriam nossa bandeira jamais será vermelha e etc…)

POR ISSO O MATARAM COM EXTREMA VIOLÊNCIA E CRUELDADE Defender igualdade num mundo profundamente desigual é ameaçar todas as estruturas de poder.


Jesus aprendeu com os profetas que havia esperança. Não há nada mais libertador que um reino de iguais. Que proporcionam benção a todos. Os pobres deixam de ser pobres, mas também os ricos deixam de ser ricos, perdoados estão do seu pecado. O oprimido deixa de ser oprimido, o opressor deixa de ser opressor.
No ano aceitável do senhor há um caminho de libertação para todos.

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IGREJA – MASSIFICAÇÃO E PADRONIZAÇÃO CULTURAL https://fillipegibran.com.br/igreja-massificacao-e-padronizacao-cultural/ https://fillipegibran.com.br/igreja-massificacao-e-padronizacao-cultural/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:01:09 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=44 Nossas igrejas estão tão inseridas e tão confortavelmente acomodadas no cotidiano, na cultura e no pensamento filosófico vigente que se tornaram apenas mais uma das milhares de instituições que existem na pós modernidade. E como instituições de seu tempo elas reproduzem fielmente todo o paradigma de pensamento do meio em que estão inseridas.

Você deve estar pensando: “de que esse cara está falando?”. Ora bolas… Vamos lá.

Desde o século XVI, principalmente no século XVII, o ser humano vem tentando se afirmar como indivíduo. E, fatalmente, consegue. Porém o tiro saiu pela culatra.

Imagino que os primeiros liberais pensavam que a individualidade seria importante para que cada ser humano pudesse se expressar livremente, tivesse a sua forma de narrar o mundo, a sua própria perspectiva da existência, fossem libertos das opressões dos grandes poderes, porém, isso foi apenas uma ilusão que nunca saiu do plano ideal. 

A sociedade pós-moderna objetivava que o indivíduo fosse livre e soberano, mas acabou se tornando uma sociedade de massa. Uma sociedade de indivíduos, é bem verdade, porém, todos iguais.

Parece-me que o fordismo tomou conta de nossas vidas. A sociedade se torna cada vez mais homogênea e massificada, a ponto de o indivíduo não conseguir pensar fora da caixa ou nem mesmo supor a existência fora dela (faça um teste: experimente viver sem nenhuma rede social, nem mesmo email).

Fazer essa análise da sociedade não é muito difícil, aliás, a Professora Hannah Arendt fez muito bem. Por outro lado, ela adverte ainda que a a massificação é uma ferramenta de controle e de poder. Para controlar o indivíduo basta movimentar a massa. Um exemplo simples: se eu quero vender tal camisa basta tirar uma foto de Justin Bieber com a mesma, na manhã seguinte será fatalmente o modelo mais vendido. Já reparou o ‘bum’ mundial que foi o lançamento do Pokémon? Move-se a massa, controla-se o sujeito.

O problema todo é quando nós, igreja, nos amoldamos a esse discurso – Colossenses 2:8.

Nós que éramos pessoas que sobrevivíamos do partir do pão – que sempre foi nosso – e da solidariedade, passamos a achar virtude no individualismo. Ou você nunca ouviu ninguém dizer: “salvação é individual, hoje eu vim buscar minha benção, é preciso pagar o preço, se você não tiver fé o milagre não acontece”… E por aí vai. Hahaha – Desculpe, mas asneiras dessas são para dar gargalhada mesmo.

E não para por aí. Estamos cada vez mais massificando nossa fé. Igrejas agora são franquias. Todas querem imitar aHillsong, com paredes coloridas, jogo de luz. Até as músicas não são nossas mais, todas são traduções, versões.

Nossa fórmula mágica de crescimento, que chamamos de célula, é o clássico exemplo da linha de produção, e do mundo corporativo: um modelo, o líder, e milhões de réplicas.

Cada vez mais pessoas rasas, reuniões superficiais, com mensagens superficiais. Não temos tempo de ensinar, não temos tempo para desenvolver, não temos tempo de fazer pensar, é preciso produzir, ganhar almas pra Jesus (ó, glorias!), crescer.

Cada vez mais nossas igrejas são boas empresas, porém péssimos negócios. Riquíssimas em marketing, modelos de crescimento, mas um crescimento estúpido, estéreo, sem uma teologia que se sustente.

As pessoas passam a reproduzir as coisas que ouvem sem fazer a menor ideia do que estão falando. Efeito boiada mesmo. E não é para menos. Segundo pesquisa do FASICLD, 72% dos pastores protestantes leem a bíblia apenas quando irão preparar um sermão. Penso que se ler a bíblia para um pastor está sendo difícil, imagine outras leituras. Agora se o líder está assim o que serão os fiéis?

Infelizmente, cada vez mais, perdemos nossa essência e nos deixamos levar pelos paradigmas filosóficos contemporâneos, pelas estratégias de marketing, pelo gerenciamento e administração do mundo corporativo.

Estamos deixando que os interesses particulares e ambiciosos de ter igrejas gigantescas, inúmeras, que só servem para agraciar o ego do pastor, sobreponha ao interesse geral e o único que importa ser testemunha do Evangelho do Cristo. Diga-se de passagem, esse nem na igreja ia, nem igreja fundou, andava com as pessoas no seu dia a dia, na simplicidade do cotidiano é que Ele se revelava boas novas. Nunca quis para si templos sinuosos ou congregações gigantescas, nunca sonhou em conquistar ”todas as almas” da cidade para Deus. Nunca precisou de estratégia de marketing ou crescimento. Aliás sob a perspectiva moderna, a igreja de cristo fracassou, eram 12 pessoas, uma o traiu, e ELE, o líder, ainda foi preso e morto.

Cristo nunca nos viu como massa, nos via como irmãos, o pai não nos olha como indivíduos nos vê como filhos. É simples e ao mesmo tempo difícil de praticar, porém preciso.

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A igreja também faz política! https://fillipegibran.com.br/a-igreja-tambem-faz-politica/ https://fillipegibran.com.br/a-igreja-tambem-faz-politica/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:32:36 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=91 Houve uma proliferação, sem igual, de igrejas evangélicas no Brasil, em especial, nas camadas mais pobres.

Muitas ao perceberam que a fé possui uma enorme penetração no seio do povo abandonaram suas vocações. Inebriadas pelo poder iniciaram uma corrida em disputa de “crentes” e a única coisa que passou a importar é o número de membros de cada congregação e suas arrecadações.

As poucas que se mantiveram honestas caíram na esparrela de teologias enlatadas do norte que preocupam-se exclusivamente com o “transcendental” e deixam, convenientemente, o “temporal” de lado, como sempre esteve. Afinal, uma teologia que reproduz o discurso dos dominantes na colônia é tudo que o império deseja. 

Nossas igrejas esqueceram a missão: Apresentar o Cristo e seu Reino.
Jesus tem um amor preferencial, não excludente e não exclusivo para os pobres. A ponto de se fazer pobre. Estes, são felizes, porque o Reino dos céus lhes pertencem (Lc 6, 20).

A missão da igreja se inicia levando em conta questões sociais e sócio-políticas e não apenas espirituais.


O anúncio das boas novas é anunciar uma sociedade humana baseada na libertação dos oprimidos, na verdade, fraternidade, equidade, amor e alegria.

A igreja foi chamada para a edificação desse projeto humano e digno. Tem o dever profético de denunciar toda forma de miséria, corrupção, injustiça e opressão. 

A igreja deve proclamar a justiça social, defender e fomentar os direitos fundamentais e inalienáveis da humanidade e não se enxovalhar com poder, acúmulo de bens e dinheiro.

Embora a missão da igreja seja imbuída de cunho espiritual, isso implica na realização no campo material. Não pode reduzir-se ao monismo da transcendentalidade. 

A missão da igreja, também é uma missão política! A vocação da igreja muda a forma de domínio, de gestão e de governo do mundo e isso é um ato político.

Se a sua igreja diz que não faz política, ela mente para você! Faz ! E talvez não seja a política do Reino!


“não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta!”

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A FÉ SE TORNOU RELIGIÃO? https://fillipegibran.com.br/a-fe-se-tornou-religiao/ https://fillipegibran.com.br/a-fe-se-tornou-religiao/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:28:49 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=88 É comum ver pessoas cansadas, sobrecarregadas, oprimidas. De saco cheio com a igreja. A verdade é essa. Algumas pessoas até abandonam a fé. Não aguentam mais a rotinha e a cartilha de tarefas da religião e rompem com esse ambiente. 

Em 2010 os desigrejados eram 9.218.129 pessoas. Um número assustador. Mas oque tem acontecido? O que fazem as pessoas se cansarem das denominações?

A FÉ CRISTà SE TORNOU RELIGIÃO CRISTà

A fé cristã nasce da liberdade, do véu se rasgando da ligação direta entre Deus e o Homem. Nasce do sacerdócio universal. De Cristo mostrar que nem mesmo a lei pode ser um obstáculo para a misericórdia, o amor e da justiça é um Deus completamente entranhado no ser humano. Deus completamente dentro.

Nasce de afirmações simples, porém revolucionárias como por exemplo: “nada nos separará do amor de Deus”, “se cristo vos libertar verdadeiramente sereis livres”, “aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” “Tomem sobre vocês o meu jugo” “ vocês encontrarão descanso para as suas almas” “o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

QUANDO FOI QUE A FÉ PASSOU A SOBRECARREGAR AS PESSOAS?

Apesar de todo esse panorama fantástico do nascimento do evangelho nós com nossa mania de institucionalização o transformamos em uma Religião.

Deus decidiu habitar em uma casa viva, escolheu morar em nós. E é lógico, um Deus vivo quer viver em uma casa viva. Nós, porém, resolvemos o colocar contido em locais físicos. Tornamos nossas casas de reuniões em templos e dizemos que Deus habilita ali. Transformamos o palanque em que o pregador sobe, apenas para facilitar a difusão da mensagem em santo. Passamos a chamar o púlpito de altar. Em alguns locais exige-se até preparos especiais para subir nesse altar(colocamos véu onde ele já deveria estar rasgado). 

Criamos hierarquias. Onde antes era relacional e horizontal, e os irmãos no partir do pão decidiam tudo em união agora tem caciques.

 Fazemos de nossos irmãos pastores autoridades eclesiológicas. Damos a eles poder, que não temos, e eles passam a ser representantes da vontade de Deus.

Na maioria esmagadora dos casos é exatamente com esse poder que o damos que eles tropeçam. Alguns antes de tropeçar nos amassam, passam por cima de nós com o poder que lhes entregamos.

 A LÓGICA DO PODER 

Com isso lançamos nosso irmão(a) que está na função de pastor(a) para a lógica do poder, do domínio. Passamos a ter igrejas expansionistas que pensam em ganhar terrenos. Converter o mundo. “10…20…40% da cidade para jesus”. E a igreja passa a ter seu próprio império. Templos sinuosos, faraônicos, para não dizer salomônicos, Rs. Engraçado que querem a cidade dentro da igreja mas são incapazes de colocarem a igreja a serviço da cidade. (mas isso é assunto para outro dia)

Mas essa é a lógica de César, não de Cristo. E só para deixar claro. Não há problema nenhum em termos casas de reuniões. E que sejam bem equipadas para fazermos nossos cultos. É preciso mesmo esconder do sol, da chuva, abrigar irmãos. O que não dá é para sacralizar prédios.

Aliás, Cristo quando foi falar do seu ministério o fez em uma sinagoga pequenina e disse qual era a função do poder que recebeu do Espirito de Deus, não de homens, promover justiça:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.

LÓGICA DE MERCADO 

 A lógica do poder é entrelaçada a lógica de mercado. Não é fácil manter um negocio em plena expansão. Custa caro.

Para isso é preciso colocar obstáculos entre Deus e a humanidade. Tem de gerar dependência no homem. Tem de se criar um intermediador entre Deus e o homem. E é exatamente isso que vivemos hoje. 

Teologias do medo, (se não fizer vai para inferno), (se não contribuir o migrador vai tomar conta do seu dinheiro).

Campanhas fantasiosas que garantem o milagre somente após 7 semanas, somente após 7 contribuições, o profeta tal que revela até CPF, a Missionária que entrega o futuro e por aí vai. Vamos enchendo a igreja de amuletos. Água do mar tal, terra de não sei aonde, cruz de ciclano, cajado de beltrano. 

LÓGICA DO ENTRETENIMENTO

Passamos a colocar a mensagem de lado. O importante não é a palavra de Deus e sim os cultos cheios. Fazemos o que for preciso para encher a igreja. Reuniões espetaculares. Bandas incríveis, apresentações fabulosas, som, luz perfeitos. E colocamos nossas reuniões na lógica do entretenimento. E ai de nós se faltarmos no culto. 

Precisamos de telões de LED, ar condicionado, bancos confortáveis, estacionamento com manobristas e segue por aí. Se não for assim perderemos o público para o shopping.

Aliás alguns lugares nem escondem mais e já chamam as reuniões de Show da fé, anunciando o espetáculo.

Com tudo isso a fé se perdeu, a mensagem é posta de lado, Deus está contido na vontade da cúpula das instituições. E uma instituição não é capaz de fazer ninguém nascer outra vez. É capaz de adestrar pessoas. Castra-las. instituições nos diz como agir, e moldam nosso comportamento, mas não transformam nossa natureza. Viver adestrado cansa. Uma hora todo mundo explode. 

A religião cospe regas sobre como viver na cara das pessoas. Isso sobrecarrega, cansa pesa. Mas a fé cristã. A espiritualidade autentica é Fôlego. E alivio para caminhar. Em cristo o fardo é leve.

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A bíblica é errante https://fillipegibran.com.br/a-biblica-e-errante/ https://fillipegibran.com.br/a-biblica-e-errante/#respond Sat, 17 Aug 2024 01:21:32 +0000 https://fillipegibran.com.br/?p=76 Muitas pessoas têm a crença de que o texto bíblico caiu do céu de capa preta e zíper.

Ou tem a ideia de que o texto bíblico foi dito para uma pessoa iluminada que passou a escrever toda a revelação de Deus. 

É até uma ideia bonita e vem da filosofia clássica grega onde o filósofo que é quem consegue atravessar o mundo das ideias e captar as coisas como elas são e traduzir para o mundo sensível, mas, apesar da ideia ser bonita não tem a menor relação com a proposta da bíblia.

Aliás, desde os anos 20 nos Estados Unidos o movimento fundamentalista vem produzindo conceitos terríveis, um deles é a inerrância do texto bíblico. Muitas pessoas pensando que a bíblia seja inerrante e que é escrita por um seres quase divinos passam a interpretá-la de maneira literal e isso causa inúmeros problemas na vida de qualquer um.

A primeira coisa que precisamos ter no horizonte é que a Bíblia não é inerrante, aliás pelo contrário ela contém erros até grosseiros. erros no campo da geografia da biologia da história da matemática. a Bíblia diz que o coelho é um ruminante. Como Deus que fez todas as coisas que sabe todas as coisas na hora que estava inspirando um ser humano iluminado para escrever o texto bíblico esqueceu de dizer que o coelho é um herbívoro não ruminante Será que Deus errou ou o tradutor iluminado não entendeu o que Deus está falando?

A primeira coisa que precisamos ter em mente é que os textos bíblicos são memórias do Povo, fatos vividos que estão na mnemônica popular e que passam a ser redigidos por comunidades de autores. Aliás a noção de autoria do mundo antigo é completamente diferente dessa noção que nós vivemos do pós Iluminismo. 

Alguns textos bíblicos estão a três, quatro mil anos de distância entre nós e não tem o menor compromisso com a ciência e em explicar o mundo de maneira racional cartesiana como o nosso mundo ocidental europeizado vive.

Por isso é fundamental compreender qual o objetivo das escrituras. Ele não quer explicar as coisas, ele não é uma resposta para todas as coisas. como diria Ariovaldo Ramos a Bíblia É infalível em seu propósito que é apresentar Jesus Cristo, o Reino de Deus e uma nova maneira de Ser gente.

nesse sentido nós precisamos aprender de maneira urgente o que o texto quis dizer lá atrás e antigamente e vamos chamar isso de exegese e precisamos entender o que então o texto quer dizer hoje aqui e agora o que nós vamos chamar de hermenêutica. 

Esse é o trabalho de ler e pensar sobre o que nós estamos entendendo do texto bíblico e conseguir traduzir isso para nossa realidade.

Sem medo de errar qualquer aplicação literal da Bíblia vai te jogar para o buraco.

não existe leitura inocente do texto bíblico toda a leitura precisa ser pensada e aplicada e entendida ao seu contexto

a própria Bíblia diz que a letra mata.

aplicando a Bíblia literalmente você só está produzindo morte em você e corre o risco de você ter a vida inteira aplicado textos bíblicos de maneira literal e nunca ter entendido o que são as sagradas escrituras. Nunca ter percebido de fato a riqueza da revelação de Deus para nós através do texto sagrado nesse sentido eu afirmo a Bíblia o livro a letra chega a ser Quase que diametralmente oposto as escrituras ao sagrado a revelação que se dá através da memória do povo.

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